• Adriana Rielo

O medo do novo

Atualizado: há 7 dias



Li um trecho do livro “Fábulas de La Fontaine - Um Estudo do Comportamento Humano“ (Francisco do Espírito Santo Neto / Hammed), no capítulo “Os Coelhos” cuja moral da história é sobre o “medo do novo” e diz:


“… não se deve evitar o novo nem reagir contra ele. Interagir com o novo: eis o que deve ser feito. Aceitar as mudanças é uma prova de inteligência. O homem inteligente é aquele que se adapta a novas situações e com elas se integra. Diante do novo, nem sempre precisamos mudar o caminho; às vezes, só mudamos o jeito de caminhar.”


O que me fez lembrar de outra frase que alguns atribuem à Albert Einstein (há muitas controvérsias sobre isso): “A definição de insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes.”


Trouxe essas duas citações aqui para pensarmos juntos não só no momento atual que vivemos, mas no quanto nos bloqueamos quando temos que mudar algo em nossas vidas. O medo, a insegurança, se dará mesmo certo e que muitas vezes nos paralisa de seguirmos adiante com nossos planos, desejos e anseios.

Como lidar com o novo, se mantemos os mesmos hábitos? Para ele vir até nós, precisamos deixar o restante para trás, nos libertarmos de conceitos que não nos preenchem mais. O novo muitas vezes assusta, mas se não estivermos predispostos a trabalhar com ele, o caminho será mais esburacado, por assim dizer.


Digo isso não somente em relação às mudanças físicas, mas também emocionais.


Quer exemplos? Um novo corte de cabelo, um transformar de ambiente, desapegar de coisas… Tenho certeza que algo já passou aí pela sua cabeça.


Não precisamos aguardar uma nova tendência para mudarmos nosso estilo de vestir, não precisamos mudar de casa para organizar ou reorganizar um espaço, não precisamos chegar ao “fundo do poço” para começarmos a pensar e agir com uma nova perspectiva.

O tempo passa e não precisamos, e não temos, que esperar até amanhã para podermos fazer as mudanças necessárias para sermos felizes.


Às vezes um passo, um estalar de dedos do tipo “por que não pensei nisso antes?”, pode fazer toda a diferença.


E se o novo acontecer de surpresa, ou quando ele chegar, saibamos também abraçá-lo e aprender a conviver com ele harmoniosamente.


Adriana Rielo

Organização Prática Criativa

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