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Música: somos os compositores da nossa própria trilha.

  • Foto do escritor: Adriana Rielo
    Adriana Rielo
  • 22 de mar.
  • 2 min de leitura

A vida não é para ser vivida no automático!



Recentemente, ouvi uma frase que ficou reverberando em mim: “a minha vida está no automático”. A princípio, pode até soar comum, porque a rotina muitas vezes nos puxa para esse lugar, mas quanto mais pensei sobre isso, mais percebi o quanto essa ideia é perigosa.


Viver no automático é passar pelos dias sem realmente vivê-los. Cumprir tarefas, seguir caminhos sem consciência, vivenciar horas sem sentido.  Para mim, que adoro música (e para quem não sabe, trabalhei por anos no mercado fonográfico), é como ouví-la sem escutá-la, ela toca, mas não emociona.


Viver exige presença, emoção, sentimento, ação e prazer. Não somos máquinas programadas para repetir padrões infinitamente. Somos feitos de escolhas e de histórias, e tudo isso pede atenção.


A vida não é um botão de “play” que apertamos pela manhã e desligamos à noite. Ela se parece muito mais com uma música que nos envolve, aquela que arrepia, que move, que conecta e que transforma. 


Por isso, acredito que não devemos simplesmente deixar a vida nos levar, ainda que, com todo respeito e carinho, eu contrarie o querido Zeca Pagodinho. Há algo muito maior em assumir o papel de protagonista da própria história, em escolher o ritmo, o tom e a direção daquilo que vivemos. Somos os compositores da nossa própria trilha.


Escolhemos o tipo de música que queremos ouvir e o tipo de vida que queremos construir.  Podemos considerar nosso estilo de vida como um gênero musical, ele pode ser desordenado e ruidoso ou pode ser equilibrado e harmônico.


É aqui que entra a organização como estilo de vida. Organizar não é engessar a vida. É dar clareza, abrir espaço e criar ritmo. Quando nos organizamos, não estamos limitando possibilidades, mas sim, tornando-as viáveis.


A organização nos oferece tempo com qualidade, liberdade de escolha, mais leveza no dia a dia, mais presença nas relações. Ela cria pausas entre uma tarefa e outra, permitindo que a vida respire e, consequentemente, todos nós.  


Para mim, vida é música, ela precisa ser vivida e sentida.


Adriana Rielo

Organização Prática Criativa

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